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Como o ciclismo te deixa mais inteligente e feliz!

Todas as manhãs, o neurocientista canadense Brian Christie, PhD, dá ao seu cérebro um impulso extra. Não estamos falando de jogar várias doses fortes de café expresso ou jogar um daqueles jogos de treinamento mental anunciados em todo o Facebook.

“Eu pulo na minha bicicleta, vou para a academia por 45 minutos, depois pedalo o resto do caminho para o trabalho”, diz Christie. “Quando chego à minha mesa, meu cérebro está em atividade máxima por algumas horas.” Depois que seu foco mental se cansa no final do dia, ele dá outro giro curto.

 

Trabalhe e pedale constantemente. É um sistema cientificamente comprovado que desencadeia alguns benefícios inesperados do ciclismo. Em um estudo recente no Journal of Clinical and Diagnostic Research, cientistas descobriram que as pessoas pontuaram mais em testes de memória, raciocínio e planejamento após 30 minutos pedaladas.

 

Aumente sua capacidade mental

O exercício é como fertilizante para o cérebro. Todas essas horas gastas pedalando exercitam não apenas seus quadris e glúteos, mas também sua massa cinzenta. Mais vasos sanguíneos em seu cérebro e músculos significam mais oxigênio e nutrientes para ajudá-los a trabalhar, diz Christie.

 

Quando você pedala, você também estimula seu corpo, cérebro e mente. À medida que os neurônios se exercitam, eles intensificam a criação de proteínas como o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), um composto chamado noggin (sim, na verdade), que promove a formação de novas células cerebrais. O resultado: você duplica ou triplica a produção de neurônios – literalmente reconstruindo seu cérebro, diz Christie. Você também libera neurotransmissores (os mensageiros entre as células do cérebro) para que todas essas células, novas e antigas, possam se comunicar umas com as outras para um funcionamento melhor e mais rápido.

 

Esse tipo de crescimento é especialmente importante apó os 40 anos a, porque à medida que envelhecemos, nossos cérebros encolhem e essas conexões enfraquecem. O exercício restaura e protege o órgão, diz Arthur Kramer, PhD, neurocientista da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign. “Nossa pesquisa descobriu que depois de apenas três meses, as pessoas que se exercitaram tinham o volume cerebral daqueles três anos mais jovens”, diz Kramer, referindo-se a um estudo que examinou os cérebros de 59 voluntários sedentários entre as idades de 60 e 79 anos.

 

Um cérebro maior e mais conectado simplesmente funciona melhor. “Os adultos que praticam pedalam  exibem habilidades de memória mais nítidas, níveis mais altos de concentração, pensamentos mais fluidos e maior capacidade de resolver problemas do que aqueles que são sedentários”, diz Kramer.