Monthly Archives

junho 2017

bike, carro, CicloAtivismo, cidade, Informações, Julio Andó, pedalar,

Vantagens de trocar o carro por uma bicicleta

Quem mora em cidade grande sofre com o engarrafamento que consome horas dos nossos dias. Mesmo para quem evita os horários de pico ou para quem mora em cidades menores, o trânsito ainda apresenta diversos dilemas: valor da gasolina, estresse, cuidados com o veículo, tempo extra, etc. Diante disso, é crescente o número de pessoas que prefere andar de bicicleta e se sente mais feliz com essa escolha.

Principais vantagens de trocar

Economia – em média, é preciso gastar cerca de R$100 por ano com a manutenção de uma bicicleta. O mesmo valor não daria um mês de transporte público ou uma semana de gasolina. Fora isso, um carro ainda precisa de seguro, imposto, troca de pneus e muitos outros gastos elevados.

Qualidade de vida – você evita se estressar no engarrafamento e ainda ganha mais fôlego e disposição para encarar a rotina. Além disso, pode parar ao longo do trajeto para colher frutas de uma árvore, apanhar flores ou observar o sol se pondo. Certamente, os seus dias terão mais tranquilidade.

Meio ambiente – além dos benefícios para a saúde, o meio ambiente também sente as vantagens dessa troca. Você deixa de provocar danos à camada de ozônio e colabora com um futuro melhor para todos.

Tempo – pode parecer que o trajeto será mais demorado no começo, mas logo você terá um maior condicionamento físico e fará o percurso em menos tempo. Além disso, quem vai de bicicleta não perde tempo com imprevistos e não vai demorar mais em um dia ou em outro, o tempo será sempre o mesmo.

Mais carro x bike

Trabalho e descanso – é fácil perceber os benefícios de trocar o carro por uma bicicleta de segunda á sexta. Você nunca mais vai se atrasar para o trabalho, não vai perder tempo procurando vaga para estacionar, além de deixar de chegar em casa mais tarde do que o planejado. Mas as vantagens vão além, andar de bicicleta vai facilitar também os seus dias de descanso. Você pode fazer trilhas, conhecer cachoeiras, fazer piqueniques em um parque próximo, tudo isso cortando gastos e investindo em sua saúde.

Mais inteligência – a prática diária de atividade física melhora o desempenho cognitivo, melhorando sua concentração memória. Em pouco tempo você verá os resultados tanto no trabalho quanto nos estudos. Apenas uma mudança na rotina pode melhorar todos os fatores da sua vida.

Humor – praticar exercícios físicos libera endorfina, o que promove relaxamento físico e também mental. Dessa forma, você começa e termina os seus dias com mais tranquilidade e alegria.

Segurança – outra grande vantagem nessa troca é ter mais segurança no dia a dia. Os riscos de roubo e de acidentes graves serão bem menores na sua nova rotina.

Liberdade – a sua liberdade de locomoção é muito maior com uma bicicleta. Você pode ir para qualquer lugar em qualquer horário que desejar, sem se preocupar com engarrafamentos, estacionamento ou com o preço da gasolina e a fila do posto.

O que está esperando para começar!

ar, bomba, calibrar, camera, Dicas de Pedal, encher, flat, furo, Julio Andó, pneus, pressão, psi, tire,

Qual é a pressão ideal para calibrar o pneu da sua bike?

Assim como os pneus de carros precisam da calibragem correta, de acordo com a carga que o automóvel transporta e com o terreno onde vai rodar, também as bicicletas demandam um acerto na pressão dos pneus. Isso é fundamental para garantir a eficiência das pedaladas, amortecer impactos e ainda garantir aerodinâmica nas curvas.

Afinal, os pneus não amortecem bem nem absorvem as irregularidades da rota quando estão muito cheios. Mas, quando murchos, eles também podem danificar a estrutura das rodas e furar com mais facilidade, pois a área de contato com o solo aumenta. Descubra como acertar a calibragem da sua bike e obter o melhor proveito dela!

Como acertar a calibragem

A calibragem dos pneus – de carros e bicicletas – é medida em PSI, a sigla em inglês para “Pound Force per Square Inch”, que significa Libra Força por Polegada Quadrada. Esta é uma medida padrão na Inglaterra e nos Estados Unidos que também é adotada por outros países, como o Brasil.

A medida correta não é um número fixo e pré-definido. Ao contrário: varia de acordo com uma série de fatores, como o peso do ciclista somado ao peso da bike, o tipo de pneu utilizado e as características do terreno onde a bicicleta andará. Apesar de muitas pessoas acreditarem que quanto mais cheio, mais um pneu vai render, isso é puro mito.

Algumas recomendações de calibragem são gerais e outras são específicas para cada modalidade de pedal. Normalmente, o fabricante oferece uma recomendação de calibragem para cada tipo de pneu, que deve ser ponderada de acordo com os demais fatores. Neste caso, existem algumas tabelas que os próprios fabricantes ou sites especializados oferecem online e que ajudam a calcular a pressão de acordo com o peso da pessoa e da bike, bem como a largura e o tipo do pneu. Além disso, é comum deixar o pneu dianteiro com menos pressão do que o traseiro para garantir estabilidade – a recomendação varia entre 2 e 5 psi de diferença.

Calibragem ideal para cada modalidade

Ciclistas de Mountain bike e trilhas geralmente utilizam pneus com cravos. O objetivo é manter a bike aderente às irregularidades da via, por isso este modelo roda com pneus um pouco mais murchos do que a média, entre 35 e 65 psi. Mas a calibragem também varia de acordo com a rota: em terrenos escorregadios como areia e barro ou com subidas íngremes, aconselha-se reduzir a pressão entre 1 e 4 psi, para aumentar a área de contato. Já no caso de terra firme ou via com obstáculos que podem perfurar o pneu, a indicação é contrária: aumentar de 1 a 4 psi cada pneu.

Bicicletas de speed, por sua vez, são feitas para atingirem velocidade e fazerem a pedalada render. Além disso, estes pneus geralmente tem uma camada de borracha mais fina, o que os torna mais suscetíveis a furos. Por isso, a calibragem deve ser superior à das mountain bikes, variando entre 85 e 120 psi, uma vez que a pressão elevada contribui para a resistência dos pneus e para reduzir a área de atrito, melhorando assim o fator velocidade.

Já as bicicletas urbanas são mais propensas a buracos, vidros, parafusos e outros objetos perfurantes na via. Por isso, pneus um pouco mais inflados são aconselháveis, mas a quantidade ideal pode variar bastante de acordo com as medidas e modelo de pneu, entre 45 e 120 psi.

Para uma regulagem eficiente, deve-se evitar bombas manuais e compressores de posto de gasolina. Estes equipamentos ajudam pela praticidade, mas se você quer precisão a melhor forma de monitorar a psi dos pneus é com equipamentos próprios para bicicleta, principalmente ciclistas que buscam melhorar resultados em treinos e competições.

bicicletas, bike, ciclismo, Dicas de Pedal, Informações, Julio Andó, Sem categoria, trial time, triathlon, triatlo, TT,

Papo de triatleta: o que é preciso para arrasar na etapa de ciclismo

O Triathlon é um esporte que avalia o melhor atleta simultaneamente em três modalidades: ciclismo, natação e corrida. As provas não somam mais de 51,5 quilômetros, que é a distância do Triathlon Olímpico, com exceção do meio Ironman, do Ironman e do Ultraman que são provas mais longas e exigentes.

Com base na modalidade olímpica, o atleta amador ou profissional deve percorrer 1,5km de natação, 40km de ciclismo e 10km de corrida. Isso quer dizer que a etapa de pedal é fundamental para uma boa colocação final, e a forma como ela é executada influencia na capacidade de corrida. Por isso, além do treino adequado para garantir a aptidão física, também é importante investir no equipamento que garantirá maior agilidade, menos atrito, menos peso e melhores resultados. Então, o que é preciso para arrasar na etapa de ciclismo?

A melhor bicicleta ou a bicicleta ideal?

Existe um mito de que bicicletas de recordistas do Ironman são as melhores do mercado, e a cada novo recorde batido o modelo vencedor passa por um aumento exponencial no índice de vendas. Mas é importante ressaltar que não existe essa coisa de “melhor do mundo”. Se um determinado modelo foi bom para aquele atleta, não quer dizer que será bom para você.

Cada pessoa tem características físicas únicas. Por isso, na hora de escolher a sua primeira bike para triathlon ou de investir em uma nova para aposentar a antiga, lembre-se de levar em conta as suas particularidades, como medidas e proporções corporais, preferências e lesões. Aconselha-se inclusive fazer um bike fit, que nada mais é do que tirar as próprias medidas e montar uma bicicleta ajustada (tamanho do quadro, selim, sapatilhas, guidão, etc.) ao seu corpo.

Outo fator fundamental para determinar a escolha do equipamento ideal são os objetivos de cada atleta, ou seja, em quais provas pretende participar. Em resumo, existe o Triathlon Olímpico que citamos no início da matéria; o Sprint que é um meio-olímpico com 750 metros de nado, 20km de pedal e 5km de corrida; o Ironman com 3,8km de nado, 180 de bike e 42km de corrida; o Meio-Ironman ou Ironman 70.3 que é a metade do anterior; e o Ultraman com 10km de nado, 421km de pedal e 84km de corrida percorridos em 3 dias de prova.

Além destas modalidades, é possível ainda optar por etapas off-road, como a XTerra no Brasil, etapas de deserto e outras particularidades.

Quais os modelos disponíveis

De forma resumida, as “mountain bikes” (MTB) são indicadas para trilhas e etapas off-road, as “speeds” e “roads” para provas com muitas subidas, e as “TT” também chamadas de “bike de triathlon” são adaptadas para provas longas devido a sua aerodinâmica. Para quem está começando e não está familiarizado com os termos, as modalidades Sprint e Olímpica são consideradas provas curtas, enquanto os Ironmans são as longas. Por isso, as “TT” não são recomendadas para iniciantes, principalmente aqueles com menor condicionamento físico – neste caso a bike road é uma boa opção.

A verdade é que atualmente existem muitas bicicletas excelentes no mercado, muitas rodas de alta qualidade, capacetes que são pura tecnologia, e por aí vai. Se o(a) atleta quiser – e puder –, consegue investir bastante dinheiro para escolher os equipamentos mais caros, mas nem sempre eles são os melhores para ele(a). Por isso, converse com atletas experientes e pense na possibilidade de consultar-se com um bike fitter. Muitas vezes o melhor resultado pode vir com mudanças na estratégia dos treinos, e não tanto com investimento nos itens mais caros.

bicicletaria, bike, ciclismo, ciclista, gestão, Julio Andó, lançamento, Lojistas, marketing, negocio,

Descubra o perfil do ciclista brasileiro e oriente sua campanha de marketing

Nos últimos anos, as cidades brasileiras estão vendo um aumento na circulação de pessoas sobre duas rodas. A atividade está ganhando cada vez mais adeptos, seja como lazer ou como meio de transporte. Os novos (e antigos) bikers estão inclusive fortalecendo-se por meio de associações de ciclistas com o objetivo de realizar trabalhos de educação para o trânsito, fazer ações de conscientização em praças e locais públicos e estabelecer diálogos com o governo para melhorar a legislação e a infraestrutura urbana.
Mas será que a quantidade de ciclistas está mesmo crescendo ou é o perfil que está mudando? Infelizmente não há uma ampla base de dados no país sobre o perfil do ciclista brasileiro. Mas algumas boas pesquisas independentes já se dedicaram a estudar este cenário e chegaram a conclusões interessantes – que podem inclusive orientar campanhas de comunicação e estratégias de marketing neste ramo.

Perfil nacional

Uma destas iniciativas é a “Pesquisa Nacional sobre o Perfil do Ciclista Brasileiro”, desenvolvida em 2015 pela ONG Transporte Ativo em parceria com outras 13 entidades. O estudo levantou dados com ciclistas de 10 cidades (Aracaju, Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Niterói, Salvador e São Paulo) para compreender o uso da bicicleta, os medos e frustrações dos ciclistas e o seu perfil socioeconômico.
Descobriu-se que cerca de 70% dos ciclistas pedalam de cinco a sete dias por semana, e as principais razões para utilizarem a bike como meio de transporte são porque ela é mais rápida e prática (quase 43% dos entrevistados), porque é mais saudável (24,2%), por ser mais barata (19,6%), por ser ambientalmente correta (2,2%) e outros motivos (10,5%).

Em termos de perfil, a pesquisa revelou que a maioria dos ciclistas tem entre 25 e 34 anos (34,3%), mas que também é representativa a presença de pessoas entre os 35 e os 44 anos (23,7%) e de jovens com 15 a 24 anos (19,6%). Mais de 40% dos bikers têm apenas o ensino médio completo, cerca de 23% concluíram só o ensino fundamental e pouco mais de 28% têm ensino superior completo ou pós-graduação. A maioria dos ciclistas recebe até 3 salários mínimos, sendo que 7% não tem renda, 13% até 1 salário mínimo, 30% de 1 a 2 salários mínimos e 17% de 2 a 3 salários mínimos.

Mudança de perfil: menos básicas e mais tecnológicas

Já o estudo “Uso de Bicicletas no Brasil: Qual o melhor modelo de incentivo?”, realizado pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), em parceria com a Rosenberg Associados notou uma mudança no perfil do usuário nos últimos anos.
Apesar do mercado nacional ter sentido uma queda nas vendas de bicicletas, esta diminuição foi mais expressiva nos modelos básicos, usados por pessoas com pouca condição financeira. Em contrapartida, houve um crescimento na venda de modelos com maior valor agregado, que são utilizados principalmente pela população urbana para lazer, prática esportiva e mobilidade.
A pesquisa concluiu também que a melhor forma de incentivar este segmento é por meio de políticas de promoção do ciclismo, como a criação de vias especiais para bicicletas, campanhas de educação de trânsito e criação de bicicletários.

Mas por que saber tudo isso? Toda estratégia de marketing deve mirar um público-alvo, ou seja, o consumidor final. Afinal, como elaborar uma campanha de comunicação eficiente e com resultados se o perfil de quem ela deve atingir é desconhecido ou não está claro?
É fundamental que empresários e empreendedores envolvidos no mercado da bike busquem estar atualizados sobre os dados do cenário nacional e local de ciclismo. Isso possibilita a realização de compras mais direcionadas e o oferecimento de serviços adequados à demanda, o que aumenta as chances de sucesso do negócio.

bike, CicloAtivismo, Dicas de Pedal, faixa refletiva, farol, farol bike, Informações, led, Legislação, noturno, pedal noturno, segurança, Sobre Peças, trilha,

Conheça mais sobre os itens de segurança para pedalar a noite

A pedalada noturna é uma atividade bastante agradável. Depois que o sol se põe, geralmente o trânsito fica mais tranquilo, há menos pedestres nas ruas, a temperatura é amena e o céu fica iluminado. Por isso, alguns ciclistas realmente preferem treinar em meio à escuridão, mas há outros sem opção, pois retornam do trabalho neste horário e pedalam como meio de transporte.

Mas andar de bike neste período exige atenção redobrada. Apesar do tráfego reduzido e da iluminação urbana, a visibilidade a noite é reduzida tanto para o ciclista quanto para motoristas de motos e veículos, o que contribui para colisões. No entanto, algumas dicas e acessórios podem diminuir as chances de acidentes e tornar a pedalada noturna mais segura. Descubra logo abaixo.

Acessórios e hábitos para uma pedalada segura

Os principais acidentes envolvendo bicicletas no período noturno ocorrem por falta de atenção e/ou visibilidade do próprio ciclista, ou ainda por colisões com automóveis. No primeiro caso, há obstáculos na via que são facilmente percebidos durante o dia, mas que à noite podem passar despercebidos e provocar quedas, como buracos, pedras, desvios e até mesmo pedestres e outros ciclistas. Já no segundo caso, seja por falta de sinalização da bike ou por imprudência dos motoristas, os principais acidentes entre carros/motos e bicicletas são frontais ou laterais.
Por isso, para garantir mais segurança e reduzir os riscos de acidentes, é fundamental que o ciclista e a bicicleta sejam sinalizados e que o ciclista esteja atento a tudo que ocorre ao seu redor, para conseguir agir defensivamente quando necessário.
Uma dica simples é utilizar roupas de cor clara que facilitem a identificação. Caso isso não seja possível, tenha sempre em mãos um colete com faixas reflexivas para vestir. O capacete também é um item de segurança que pode contribuir para a visibilidade se você colar faixas reflexivas e adaptar leds e faróis nele. Existem ainda faixas reflexivas com velcro que grudam na roupa e podem ser usadas na região dos braços, pernas e costas. Percebeu que é mesmo importante ser visto, né?

Já na bicicleta, o ideal é utilizar um farol de luz branca na frente para iluminar o caminho (e avisar motoristas e pedestres que você está ali), e uma luz vermelha na traseira. Se tiver a opção, utilize luzes pisca-pisca, pois estudos revelam que elas são melhores do que a luz contínua para chamar atenção. As luzes de LED também são recomendáveis, pois tem boa durabilidade e funcionam com pilhas ou baterias recarregáveis – mas há também as lâmpadas incandescentes, as halógenas e as de xênon.
Em termos de direção, é importante rodar em velocidade baixa durante a noite e prestar muita atenção em áreas movimentadas e cruzamentos. Também redobre o foco quando passar por ruas e bairros com vida noturna e baladas, pois os motoristas alcoolizados podem não enxergar você. Por melhor que seja andar de bicicleta com fones de ouvido, à noite é importante poder contar com a audição para perceber o ambiente ao seu redor e antecipar algum problema.

O que diz o Código Brasileiro de Trânsito (CBT)

De acordo com o CBT, a bicicleta deve circular pela ciclovia, ciclofaixa ou acostamento. Porém, em caso de ausência destas vias, o ciclista deve ficar nos bordos da pista, sempre no mesmo sentido de direção dos automóveis. Isso é válido tanto para pedaladas noturnas como para diurnas.
O pedestre sempre tem preferência em relação ao ciclista, e o ciclista por sua vez tem preferência em relação ao automóvel. Por isso, não é recomendada a circulação de bicicletas pelas calçadas. A lei também obriga o uso de refletores na parte dianteira, traseira e lateral das bicicletas, bem como nos pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo e campainha.

bicicletaria, bike, cycle, dinheiro, ferramentas, gestão, Informações, investimento, loja, Lojistas, negocios, Tendência,

Como montar uma loja de bicicletas?

Com a expansão do consumo de bicicletas no Brasil e o aumento de amantes do pedal, abrir uma loja de bicicletas pode ser tanto um bom negócio quanto um hobby que se torna vocação.  Descubra então algumas dicas e orientações para criar um próspero negócio e decolar no ramo do empreendedorismo.

Primeiros passos: planejando a loja

Uma loja de bicicletas não sobrevive apenas da margem de lucro resultante da venda dos modelos. É preciso oferecer, também, acessórios e equipamentos, como capacetes, pneus, luzes de sinalização, cadeirinha de criança, buzina, cestos, bagageiro, acessório para transporte em carros, etc. Outro serviço fundamental é ter uma oficina mecânica para concerto, revisão e reparo de bicicletas. Essa diversificação, além de gerar outras fontes de entrada, agrega valor ao negócio e atrai clientes.
Em termos de estrutura, a área de loja deve ser separada da área de oficina. Afinal, oficina é um espaço de trabalho manual, com equipamentos para arrumar peças velhas, espaço de estoque e, mesmo que ao final do dia tudo seja limpo e organizado, é aconselhável distinguir a oficina da recepção e do espaço de exposição.
O setor da loja em si deve ser visualmente amplo e agradável. Pode ser interessante investir em um projeto com um arquiteto ou designer de interiores, pois como já dizia o ditado: “a primeira impressão é a que fica”. Por isso, é essencial encantar o cliente na primeira visita com um espaço bonito, onde os produtos ficam organizados e são valorizados.

De acordo com as características do imóvel, o mostruário pode ser suspenso ou ficar no solo pronto para test-drive. Sabendo que os clientes gostam de testar a bicicleta antes de escolher o modelo ideal, planeje um vão livre na loja para isso. Os acessórios também devem ter um espaço próprio que facilite a sua visualização e valorize os itens. Que tal uma parede de capacetes? Converse com um profissional e escolha a melhor forma de apresentar seus produtos.
Em termos de localização da loja, devem-se priorizar regiões de média e alta circulação de pessoas, com fácil acesso e espaço para estacionamento – seja na rua ou em terreno próprio. Um bom ponto comercial atrai, sozinho, vários clientes.

Gestão e eficiência do negócio

Como todo negócio comercial, a gestão de uma loja de bicicletas deve ser planejada e executada de maneira profissional. Por isso, se você não é da área administrativa e não entende de finanças, é aconselhável buscar um curso introdutório sobre gestão de negócios. O próprio SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) oferece cursos gratuitos para auxiliar o empreendedor.

Atualmente também existem softwares de gestão que permitem uma administração mais eficiente. Eles reúnem dados de estoque, compras, vendas, emissão de nota fiscal, controle de funcionários, entre outras funções, e fazem a emissão de relatórios para análise do negócio e aperfeiçoamento da gestão.

O investimento inicial para abrir uma loja varia muito de acordo com a cidade, a localização do ponto comercial, o projeto de reforma e o estoque inicial com o qual se pretende trabalhar. O custo pode variar de R$30.000,00 até um teto ilimitado, de acordo com a disponibilidade de orçamento e com o plano de negócios. Também é importante deixar uma quantia reserva para o fluxo de caixa.

Escolha bons profissionais ou invista em treinamento e capacitação, pois um atendimento de qualidade é fundamental para consolidar a sua marca. Além disso, invista tempo e dinheiro no planejamento de marketing antes mesmo da inauguração, e busque aliar a distribuição de folders na região com ferramentas de marketing digital. A presença virtual é hoje uma das principais formas do cliente chegar até você!

bike, ciclismo, cycle, Dicas de Pedal, feminina, girl, gta, Informações, mulher, mulheres com bike, quadro,

Mulheres precisam de bicicletas femininas?

Descubra a diferença entre fato e mito e oriente suas clientes.

O público feminino está cada vez mais presente no universo do ciclismo, pedalando tanto como meio de transporte como por hobby e em competições esportivas. Visando justamente esta fatia (crescente) de mercado, as marcas têm investido no desenvolvimento e comercialização de diversos modelos de bicicletas femininas.
Mas não pense naquele modelo infantil, rosa e com cestinha. As lojas estão inundadas de opções para speed, mountain bike e bikes urbanas que garantem maior conforto e eficiência para este público. Mas será que é tudo questão de marketing ou essas bicicletas realmente são mais adaptadas às mulheres?

Pesquisas e adaptações para elas

As proporções do corpo masculino e do corpo feminino são diferentes e os modelos voltados ao segundo público levam em consideração estas variações ao desenvolverem bicicletas mais adaptadas para elas.
A mudança mais óbvia e talvez mais antiga dos modelos femininos está no lado superior do quadro. Ao invés de conectar o guidão à base do selim em linha reta, os modelos femininos fazem uma curva em S ou em diagonal, o que facilita na hora de subir na bicicleta e também é confortável para pedalar de saia e vestido. Mas esta solução é exclusiva dos modelos urbanos e para passeio, pois enfraquecem a geometria no caso de competição e radicalidade.
Considerando que a estatura média da população feminina é menor, e que as mulheres têm pernas alongadas e braços mais curtos, a nova solução tem sido oferecer quadros menores e com um perfil mais vertical, o qual resulta de um tubo superior reduzido e da mudança do ângulo do tubo frontal (que conecta a roda da frente ao guidão).
Com isso, elas não precisam mais utilizar um quadro masculino pequeno, o qual muitas vezes ainda é grande demais e não permite uma posição aerodinâmica, e estão encontrando opções adequadas ao seu corpo. Nas versões para esporte e competição, algumas marcas ainda oferecem tubos mais estreitos e mesmo assim resistentes.

Outra observação que as empresas fizeram é com relação aos ombros: a distância nos homens é maior do que nas mulheres. Isso reflete diretamente nas medidas do guidão, uma vez que no mundo ideal este item deve ter a largura de ombros do ciclista para que os braços fiquem alinhados – com exceção de quem busca velocidade e utiliza um guidão mais estreito. Os modelos femininos, portanto, tem guidão encurtado.
Outras diferenças são com relação ao quadril e, consequentemente, ao formato e material do selim, ao tamanho dos pés e do pedal, ao tamanho das mãos e da largura do guidão ou da distância entre o freio e o guidão, ao peso corporal e ajuste da suspensão, entre outros.

Toda mulher precisa de uma bike feminina?

A resposta desta pergunta pode não agradar, mas a verdade é que depende. Nem toda mulher precisa de uma bicicleta feminina, mas para algumas a versão adaptada ao seu perfil é realmente melhor.
Se olharmos para todas as mulheres do mundo, veremos que há diferenças de tamanho, formato do corpo e proporções. Por isso, para saber se uma bicicleta feminina fica melhor adequada do que uma masculina, é necessário experimentar e avaliar – e isso é valido tanto para bikes urbanas como para modelos de trilhas, estrada e competição.
Afinal, assim como alguns homens preferem montar sua própria bicicleta ao invés de comprar uma pronta, por sentirem que os modelos produzidos em série não são ajustados para si, algumas mulheres também podem não se identificar com os modelos fabricados para o público feminino.
De qualquer forma, para saber se o rótulo “feminino” ou “unissex” de um determinado produto é marketing ou fato, é importante checar se a redução do quadro e encurtamento do tubo superior (alterações mais comuns nos modelos para mulheres) foram acompanhados de adequações em toda a geometria. Caso não, é mais marketing do que realidade.